quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Entrevista: Abstract Sunrise

Abstract Sunrise é Juliano Pereira, baterista que teve seu primeiro contato com a música eletrônica no início de 2000. As primeiras faixas foram produzidas em 2006 e logo em seguida começou a se apresentar com o projeto. Em 2008, lançou sua primeira track chamada “Express” pela Una Records. Depois a track “Not From” abriu a compilação chamada “Burn” lançada também pela Una Records. Depois saiu o EP contendo 3 faixas intitulado “Blue Magic”, gravado pela Aboriginal Records (UK).

Desde ano passado, faz parte do casting da Plusquam Records (Alemanha), mas tem faixas lançadas por diversos selos como Planet BEN (Alemanha), Crotus Records e Audioalchemists Records (Suíça).

Já se apresentou em várias festas e festivais como Universo Paralello, Soulvision Festival, Earthdance, Festival Fora do tempo, entre outros. Seus lives se caracterizam por criar uma atmosfera trance inovadora e grooves inteligentes. Para cada live adiciona novos elementos, tornando cada apresentação única.



Por Jan Barbosa


Olá Juliano! Antes de mais nada gostaríamos de agradecer a entrevista.


Como de praxe, gostaríamos de saber como foi seu primeiro contato com a e-music. Lembra o ano? Qual sua reação no momento? Aonde foi? Qual o local? Descreva esse momento que sempre é determinante para os amantes da e-music.


Abstract Sunrise: Foi mais ou menos em 2000 em Santa Catarina. A primeira festa, era um show do Natirus, e depois ia rolar um som. Era o Rica que tava tocando. Gostei, e depois comecei a pesquisar musicas e frequentar as festas e os festivais que rolavam. Foi muito legal esta fase, pois era possível fazer festas em lugares lindos por lá, coisa que hoje é bem restrito devido às normas que Santa Catarina tem hoje dia em relação a festas open air. Daí em diante realmente fiquei amante da boa musica eletrônica.

O Abstract Sunrise é um dos projetos de Trance Progressivo mais requisitados nos lines de festas e festivais nacionais. Nos conte do árduo caminho que um Dj iniciante é obrigado a trilhar para alcançar o sucesso. Como foi para o Abstract Sunrise chegar onde está?


AB: É engraçado isso! Porque estamos sempre neste caminho árduo, tentando sempre melhorar o que fazemos. É ficar horas e horas estudando e produzindo, para que surjam idéias cada vez mais maduras e com identidade. E fazendo porque gosta.
Com a internet sendo hoje a principal difusora do meio eletrônico, ficou mais fácil pessoas e gravadoras conhecerem o trabalho, e isso ajudou muito. Mas são muitas as coisas que ainda não conquistei, portanto tenho que “ralar” muito ainda.



Você acaba de se mudar de Florianópolis para São Paulo. Essa mudança está relacionada com o direcionamento da carreira? Existem diferenças entre a cena do Sul e de São Paulo?


AB: Também. Acho que é uma experiência nova em um lugar que podemos aprender muito. O campo de trabalho dentro da produção musical em São Paulo é consolidado, isso em diferentes segmentos, desde o mercado publicitário, para criação de trilhas e outros, até a música eletrônica.


Estávamos conversando sobre a dificuldade que é mudar de moradia e consequentemente mudar todo o seu homestudio de lugar. O que, de fato, é importante para se compor um bom Trance Progressivo? Softwares? Hardwares? Acústica? Criatividade?


AB: Tudo isso ajuda. São importantes, mas acho que criatividade e conhecimento são fundamentais.

Como é o processo criativo do Abstract Sunrise? Como você inicia uma composição? Os processos de finalização de uma faixa são feitos por você, ou algum técnico de audio?


AB: Todo o processo de criação e finalização são feitos por mim. A não ser as faixas que as gravadoras lançam. Elas são masterizadas pela mesma.
Costumo criar frases com algum synth, e vou desenvolvendo a bateria. Mas depende muito do dia. Às vezes começo pelo bassline e o kick. Por ser baterista gosto também de começar pela bateria e ir inserindo as frases. Vai da inspiração.

Além de grande produtor, sabemos que você já ministrou aulas durante dois anos no conceituado curso de produção da AIMEC – na sede de Santa Catarina. Fale da importância de estudar de forma orientada para se tornar um bom produtor. Você acha que frequentar uma escola de produção é um diferencial para ser um grande produtor?


AB: Acho que uma escola encurta muitos caminhos. Faz muito bem a quem quer realmente entender o assunto e só acrescenta. Mas não é tudo. A prática e o estudo depois de um curso é fundamental, pois é necessário para que o aluno compreenda de uma forma particular o que foi passado nas aulas. Ninguém sai de uma escola já fazendo tracks maravilhosas, isso vem com o empenho de cada aluno durante e depois do curso.

Qual sua expectativa de tocar pela primeira vez na cidade maravilhosa? O que você sabe sobre a cena carioca?


AB: Aahah... Expectativa é a melhor. A cidade é linda com pessoas lindas!! Tem ótimos produtores de progressivo e pessoas que gostam da música.


Deixe sua mensagem final para a galera do Plurall e para todos os amantes de e-musica do RJ.

AB: Primeiro agradeço o prestigio!!

Muita paz e energia boa a todos. Nos vemos em Setembro na Feelings*!

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